Telefonema entre irmãos, um deles no Rio, foi interrompido por explosão em Beirute: 'Susto'

Foto: Getty Imagens. 
Enquanto andava na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, Zona Sul do Rio, nesta terça-feira, dia 4, e conversava com o irmão por telefone, era um dia normal para o advogado Roger Hanna Bassil, presidente da Federação das Entidades Líbano-Brasileira do Estado do Rio de Janeiro.

No entanto, de repente ouviu um forte barulho e a ligação foi silenciada em seguida. Em Beirute, no Líbano, uma explosão de grandes proporções arrasava tudo o que estava nas redodezas. Para Bassil, aquele momento foi de susto e grande preocupação com seus muitos parentes que vivem na capital libanesa.

— Toda a minha família praticamente mora no Líbano. Eu estava conversando com meu irmão quando aconteceu a explosão bem no porto, que fica no centro de Beirute. É uma cidade litorânea e, apesar de ser capital, é pequena se comparada a outras cidades. Ele estava próximo, mas não se feriu, teve apenas perdas materiais. O carro dele teve vidros quebrados com a força da explosão — contou Bassil, que veio para o país no final da adolescência.

O advogado disse ao EXTRA que, ao escutar um som muito alto, "tomou um grande susto". Depois, não conseguiu mais ouvir o irmão e, conhecendo o contexto político da região, ficou preocupado.

— O telefone dele deve ter caído, mas quem se assustou fui eu aqui. Ouvi a explosão e ele sumiu. Eu estava andando na Nossa Senhora de Copacabana quando aconteceu. Graças a Deus ele retornou a ligação para avisar que estava bem. Ele fez chamada de vídeo e mostrou a fumaça chegando perto e eu falei "sai daí". Não teve muito tempo. Ele entrou no carro, parou e viu que o teto estava quebrado. Fiquei mais tranquilo de saber que ele estava bem. Mas é muito triste o que houve. O Líbano não merece isso não. Alguns amigos tiveram tudo destruído.

Bassil ressaltou que não acredita na versão de que o local afetado armazenava fogos de artifício. Para ele, essa explicação não faz sentido e não condiz com a realidade. Ele contextualizou a atual situação do Líbano, que é governado pelo Hezbollah, que surgiu no país como uma milícia e, resumidamente, visa a libertar a Palestia. Dessa forma, tem uma relação conflituosa com Israel.

— Naquele cais do porto não existe esse armazém de fogos de artifício. Vamos ver que realmente não era nada disso. Foi tudo calculado — disse Bassil, acrescentando que, em sua visão, o prédio abrigava carregamento do Hezbollah. (*) Yaho, com Extra.

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