Pandemia: postura errada, sedentarismo e cadeira inadequada podem afetar coluna durante home office

Segundo especialista, o home office deve seguir uma postura semelhante e próximo da ergonomia do ‘trabalho clássico’. 
O ortopedista Giacomo Freitas. Foto: Divulgação / Hapvida. 
Sentar em cadeira não apropriada, falta de atividade física, trabalhar na cama e com o notebook nas pernas, são ações que o social media Mateus Araújo e o representante comercial Rodrigo Lima relatam neste período de isolamento social em que estão também trabalhando em casa, no home office. O ‘novo normal’ desafia muitos diariamente, mas passar horas trabalhando em frente a uma tela sem a postura adequada pode afetar diretamente a coluna. É o que explica o ortopedista do Hapvida em João Pessoa, Giacomo Freitas.
 
A reclamação de fortes dores na coluna aumentou durante o isolamento social, pela adoção do regime home office ou teletrabalho e isso se dá a um conjunto de fatores, segundo Giacomo Freitas. Conforme o especialista, a quarentena favorece o sedentarismo: “A falta de exercícios enfraquece a musculatura da coluna causando dores de natureza muscular associado ao estresse, tensão e acúmulo de atividades”, destacou.
 
A falta de hábito em exercer a tarefa do trabalho em casa leva as pessoas a não utilizar o espaço correto e, consequentemente, adotando posturas inadequadas que, a longo prazo, pode se tornar uma dor crônica, de acordo com o especialista. “Em casa eu tinha um espaço para desenvolver minhas atividades, mas é um local feito para passar poucas horas e não às oito horas que passava no escritório. Com isso, venho sentindo dores maiores na minha coluna”, explicou o social media, Mateus Araújo.
 
“Por vezes, me pego preferindo desenvolver as tarefas na cama, com o notebook nas pernas, por que me parece mais confortável. Só depois começo a sentir os efeitos de passar tanto tempo em uma postura que não é correta”, disse o social media.
 
Já Rodrigo Lima, representante comercial, tinha uma rotina em que passava maior parte do tempo dirigindo para atender os clientes e isso também exigia uma maior movimentação. Mas com o isolamento social, ele precisou adotar uma nova forma de trabalho em que o veículo e atendimento presencial foram substituídos por computador e redes sociais.
 
“O tempo que eu passava sentado era dirigindo, mas sempre me movimentava, pois estava em contato com os clientes. Já no home office acontece o contrário, passo muito mais tempo sentado e isso implica em dores que pioram minha lombalgia”, destacou.
 
O especialista do Hapvida explica que em longo prazo a má postura, aliada a falta de exercícios, pode tornar crônico o quadro de dor, exigindo atendimento médico prolongado. “A falta de cuidado pode trazer impactos, se transformando em um dor crônica, por vezes limitante, que exige o acompanhamento médico prolongado e um maior tempo de reabilitação”, destacou.
 
Como aliviar o desconforto – Segundo Giacomo Freitas, o home office deve seguir uma postura semelhante e próximo da ergonomia do ‘trabalho clássico’. O ideal é que haja a preparação de um ambiente que simule o escritório, “cadeira confortável com apoio para coluna e braços, quadris e joelhos em ângulo de 90°, tela do computador na altura dos olhos evitando curvar a coluna cervical”, disse. (*) Ascom Hapvida


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