Guarabira 2020: juntos e misturados apenas na folia, campanhas eleitorais a parte?

Pré-candidatos a prefeito de Guarabira participando do Bloco Priziacas. Reprodução / Facebook. 
Os folguedos carnavalescos e pré-campanha eleitoral são dois termos que se combinam indiscutivelmente, neste momento alusivo ao Rei Momo e ano de eleições, desta feita, de sucessão municipal.

Em Guarabira, terra que respira política partidária todo o ano, o ano todo, não é diferente. Com quatro nomes sólidos se mostrando aos guarabirenses, mediaticamente, como pré-candidaturas a prefeito da cidade, afora os coadjuvantes – se ver o desejo de uns oposicionistas de juntarem forças para tentar vencer o candidato da situação, porém há aqueles entusiastas da ‘mudança’, de não aceitar a junção com Toscano, nem com Paulino [grupos tradicionais], pois assim, cujo mesmos, cai por terra e desmoraliza o projeto de a terra da luz ser administrada pelo ‘novo’.

Mas voltemos a folia; na semana pré-carnavalesca guarabirense, onde já é tradição realizar-se a saída de diversos blocos pelas principais ruas do centrão da cidade, os agentes políticos aproveitam o ensejo, caiem na folia, inclusive os pré-candidatos, e fazem fotos e selfies com simpatizantes, e até com possíveis concorrentes. Juntos e misturados, pelo menos nos folguedos carnavalescos. A farra prossegue até a quarta-feira de cinzas, na Baia da Traição; “a praia dos guarabirenses”, onde em meio a areia praieira, bebidas, frevo, confetes e serpentinas, pode-se haver conchavos ou indícios de reaproximação de forças.

Os nomes que se solidificaram na cidade à sucessão do prefeito Zenóbio Toscano (PSDB), são: o prefeito em exercício Marcus Diogo (PSDB), deputado Raniery Paulino (MDB), advogado Teotônio Assunção (PDT) e o secretário de Estado Célio Alves (PSB).

Marcus Diogo – vice-prefeito, administra o município de forma interina, devido a licença do titular, o prefeito Zenóbio. Diogo pode ser o candidato natural dos Toscano, mas ao ser perguntado sobre o assunto, ele se demonstra tranquilo e sempre diz que está à disposição do seu grupo e que "o trabalho não vai parar". Há burburinho na cidade que agentes do ex-girassol andaram querendo uma aliança com MD, já que no PDT da vice-governadora Ligia Feliciano, ficaria inviável devido ao presidente da CMG Marcelo Bandeira (PSB) [algoz de Célio e Meireles] está aliado do pré Teotônio. Mas, recentemente o vereador Renato Meireles (PSB) disse que não se une aos nomes apresentados e anunciou a pré-candidatura própria do grupo ‘madeira-de-lei’ [ex-girassol], e pré-lançou Alves na cabeça de chapa.

E, por se tratar de Marcelo Bandeira, que vive um dilema da dúvida de sua filiação ao deixar o PSB nos próximos dias; se for para o Cidadania, o novo partido do governador, Bandeira continua em uma legenda que Célio também vai estar. Se for para o PDT, não é o partido do governo, e sim da vice. Contudo, mesmo sem gostar de muitos holofotes, o presidente da CMG, que não se projetou tanto a prefeito de Guarabira; se mostra como um grande 'Coringa', no bom sentido da palavra, um 'melé' mesmo neste baralho politico - como ótimo candidato a vice, para compor com quaisquer destes três possíveis prefeittáveis: Marcus (PSDB/situação), Raniery (MDB/oposição) ou Teotônio (PDT/oposição).

Raniery Paulino – o deputado guarabirense tenta não demonstrar preocupação com o atual cenário que o tabuleiro político oferece na cidade, mas é notório que o tradicional grupo Paulino/MDB está inquieto. Desde o ano passado que se tentava uma aliança com o governador João Azevedo (Cidadania), porém percalços como temas na Assembleia Legislativa em que Raniery [líder da oposição ao governo] se contrapôs veementemente ao governador, afora o nome do governo envolvido na Operação Calvário; distanciou o Estado dos sonhos dos Paulino. Agora o deputado emedebista concede entrevista e revela “humildemente” que não tem ideia fixa pela sua concorrência a prefeitura de Guarabira, dando a entender que o nome pode ser outro, e quer desesperadamente união das oposições, claro com as oposições unidas ele seria o candidato. Certo que o partido não aceita ser vice de ninguém, naturalmente.

Será que os emedebistas não aceitam mesmo ser vice? Com os Paulino fora do poder, tanto municipal quanto estadual – Especulou-se por ai na ideia de uma nova aliança com Toscano, com o MDB apresentando Roberta Paulino (filha de Roberto e Fátima) como vice na chapa com Marcus Diogo. No suposto acordo, após os quatro anos de Marcus, se apoiaria Raniery a prefeito. A possível manobra estaria sendo vista com bons olhos por muitos simpatizantes de ambos os grupos, inclusive vereadores.

Teotônio Assunção – o advogado, ex-presidente da OAB Guarabira e esposo da vereadora Neide de Teotônio (Cidadania) – rompeu com o grupo Toscano, de quem era aliado há mais de trinta anos, e resolveu por uma via solo na política, se proclamando um pré-candidato da oposição a prefeito do município. Antes do afastamento, simpatizantes dos Toscano até imaginava uma chapa situacionista com Marcus a prefeito e a ex-presidente da CMG Neide na condição de vice – até mesmo pela demonstração de alinhamento que havia entre as famílias Diogo e Assunção. Na Câmara o Dr. Tetônio conta com o apoio da esposa Neide, “Marcelo Bandeira (PSB)” e Michel do Empenho (Republicanos). Além do ex-vice-prefeito Zé do Empenho e do ex-vereador Gerson do Gesso. Tanto Assunção quanto a maioria dos seus adeptos, projetam um ‘novo’ na PMG, sem sobrenomes Toscano e Paulino; porém a chegada de Michel e do seu pai, Zé, que já foram Paulino e Toscano, traz a ideia de união das oposições. E nessa possível união teria um Paulino na cabeça de chapa, ou não?

Célio Alves – Radialista, secretário de estado e líder dos ex-girassois em Guarabira, o qual demonstra ser apenas o seu grupo o representante legitimo do governo do estado na cidade. Com poder de fogo dos governos RC, entrou na disputa por cargo eletivo, em 2018, a deputado estadual, sem sucesso, mas continua firme e é um dos prefeitáveis no município de todos os guarabirenses. Como jornalista, sabe vender com maestria a imagem do governo, porém como político, a sua ideologia não agradou a dezenas de aliados, que dele se afastaram. Mesmo com o fantasma da Calvário envolvendo os governos que participou, está disposto, em candidatura própria, sair-se à disputa pela PMG. União das oposições, cremos que somente com uma via que não tenha Paulino e Toscano na contenda, pois como o grupo do PDT, junção com os grupos tradicionais desmoraliza a propaganda massificada dos ‘camisetas alaranjadas’, do desejo de ‘acabar com a gangorra’.

Contudo, presume-se que na terra das garças azuis, dos pombos, de Frei Damião e da Luz -, juntos e misturados só na euforia carnavalesca, negócios de ser prefeito a parte – partido mesmo. E em quatro pedaços desiguais.

@EditorialPlugados

Compartilhe no Google Plus
    Faça seu comentario pelo Gmail
    Faça seu comentario pelo Facebook

0 comentários:

Postar um comentário