Camila questiona governo por custos com despesas da UPA de Guarabira serem quase idênticos ao do Hospital Regional local

“Como pode uma UPA custar praticamente o mesmo valor que um Hospital Regional?”, questiona a deputada sobre suposta economia com Organizações Sociais. Ela se direcionou ao secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, em audiência pública na ALPB. 

A deputada estadual Camila Toscano (PSDB) participou de audiência pública com a presença do secretário Estadual da Saúde, Geraldo Medeiros, na tarde desta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa. Ela questionou ao gestor, quais os motivos que levam o Estado a repassar praticamente o mesmo valor de recursos para custear as despesas do Hospital Regional de Guarabira e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município, que é gerida por uma Organização Social.

“Sempre tive uma dúvida muito grande sobre essa economia que dizem que as OS trazem para o Estado. Eu trago o exemplo da minha cidade, Guarabira, que tem um hospital regional, que como o nome diz, atende toda a região e presta os mais diversos tipos serviços, como a realização de cirurgias, área de internamento, UTI e outros procedimentos. Guarabira também conta com uma UPA, que presta serviços mais rápidos, de natureza bem menos complexa. Mas, o Estado repassa para a UPA o mesmo valor que repassa para o Hospital Regional. A diferença é que a UPA é gerida por uma Organização Social e o Hospital, pelo próprio Estado”, chama atenção a deputada.

Para ela, pela complexidade da natureza de atendimento das duas unidades, não há dúvidas que o hospital deve custar bem mais ao Estado. Porém, com a gestão feita por uma OS, o custo de uma unidade hospitalar se assemelha a de uma UPA. “Não entendo como o Estado insiste em terceirizar os serviços via OS se ela custa muito mais aos cofres públicos. Onde está a economia?”, questionou.  

Para Camila Toscano, na gestão pública não basta apenas ser é preciso também parecer ser melhor e mais viável os serviços oferecidos a população. “E não me parece correto que uma UPA receba o mesmo valor que um Hospital que atende a toda uma região, com serviços bem mais complexos. Isso me leva discordar que a UPA não seria nociva ao nosso Estado. Ela é sim, a partir do momento que custa mais e com a Operação Calvário nós entendemos o porquê”, afirmou.

Camila aproveitou para elogiar a postura do secretário Geraldo Medeiros. “É algo novo ver um secretário de saúde está disposto a vir a esta Casa não apenas para ouvir bajulações, mas também críticas, sugestões e estar disposto a responder o que for perguntado”, ressaltou. 

Calvário – A Operação foi desencadeada no dia 14 de dezembro passado, pelos órgãos do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ/Gaecc-RJ), da Paraíba (MPPB/Gaeco) e de Goiás (MPGO-Gaeco) para investigar uma Orcrim que atua Cruz Vermelha Brasileira, filial do Rio Grande do Sul, e no Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP). Na Paraíba, onde a Cruz Vermelha administra o Hospital de Emergência e Trauma da Capital, a operação teve uma segunda fase, desencadeada em 1º de fevereiro, para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.

Assessoria
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