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Com Lula visado pela Justiça, Geraldo Alckmin aparece como melhor nome para 2018, diz especialista

Instabilidade. Essa seria a palavra se uma precisasse ser escolhida para resumir o Brasil em 2017. Lutando contra a crise econômica e o desemprego, o país se viu no meio de uma guerra entre autoridades e as células de corrupção que tomaram conta da esfera executiva e política nacional.

Com os avanços da Lava Jato e da Carne Fraca sobre políticos e empresas de grande porte brasileiras, o país foi obrigado a lidar com polêmicas ao longo do ano. O próprio presidente Michel Temer (PMDB) chegou a ser denunciado, mas foi absolvido em votação na Câmara dos Deputados.

O clima de incerteza paira sobre a cabeça dos brasileiros quando o assunto é o futuro da política nacional em 2018. O ano eleitoral será decisivo para responder algumas das principais perguntas da população, cuja rejeição ao peemedebista chegou a 71% na última pesquisa realizada pelo Ibope.

Entre os possíveis candidatos à próxima eleição, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece como o favorito à frente de nomes como Bolsonaro (PSC), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Entretanto, o petista foi condenado pelo juiz Sérgio Moro na investigação sobre o tríplex no Guarujá, litoral paulista. Lula recorre da decisão em liberdade e tem liderado as últimas pesquisas de intenção de voto promovidas pelo Ibope.

“Calmaria e estabilidade dependerão, em grande parte, dos candidatos no ano que vem. A incógnita e a variável ainda importante é se o ex-presidente Lula poderá ou não ser candidato. Seguindo o histórico e lógica jurídica, Lula deve ter a condenação confirmada em segunda instância”, projeta o cientista político Rodrigo Prando.

“Assim, a saída dele da disputa poderia, em tese, por exemplo, neutralizar o discurso de Bolsonaro, que sempre se colocou como antagonista em relação a Lula. Outro ponto é se Lula e o PT insistirão, política e juridicamente, forçando sua candidatura. Caso isso ocorra, a almejada calmaria ou estabilidade esvairão”, continua o professor da Universidade Mackenzie.

Segundo Prando, Lula sente-se perseguido politicamente e deve usar isso em sua campanha caso ela ocorra. “Ele e considera um ser ungido, e, por isso, é capaz de fazer uma leitura da história onde apenas aponta seus acertos (e eles existem), mas desprezando seus erros, sejam políticos ou jurídicos”, continuou.

Desafios

Com o avanço da Lava Jato sobre a política nacional, o eleitorado brasileiro luta para conseguir confiar novamente em um nome. Enquanto isso, projeções são feitas sobre como será a luta presidencial no ano que vem. Em meio a tantas polêmicas, porém, um candidato aparece melhor preparado para a disputa, segundo Prando, e não é Lula.

“Hoje em melhores condições de competição está Geraldo Alckmin, que governa São Paulo, tem um partido de certa forma pacificado com sua eleição para a presidência do PSDB, tem recall, um discurso mais moderado (algo de centro-direita) e não apresenta condenação na Justiça”, acredita o professor. “Lula tem hoje mais incertezas do que certezas e muitos problemas com a Justiça. Bolsonaro, por fim, não terá um partido forte com estrutura e seu discurso e suas falas serão explorados à exaustão pelos seus adversários”, continuou.

Um dos principais problemas do próximo presidente da República será a crise do desemprego. Apesar da reforma trabalhista promovida por Temer ter sido aprovada, no primeiro mês de sua vigência o país viu mais de 12 postos de trabalho serem fechados e o próprio ministro da pasta, Ronaldo Nogueira (PTB), pedir demissão.

De acordo com Rodrigo Prando, o momento delicado do país em relação ao desemprego está atrelado à crise política nacional. “Os anos de Dilma no poder foram péssimos para o país, no campo da economia e da política. Ainda que modestos, os números com o governo Temer já apontam sinal de melhora”, explica.

“Há que se continuar na redução do desemprego e, ainda, retomar com vigor as reformas necessárias à melhoria das condições de vida dos brasileiros. Aposto, sim, em uma melhora a médio prazo para o país”, encerrou o especialista.


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