Em congresso do PT, ex-presidente tripudiou das demissões
ocorridas em jornais, TVs e revistas e insuflou a militância do partido contra
jornalistas.
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| Lula (Foto: Pedro Calado/Folha Press). |
Nunca causou surpresa nem representa nenhuma novidade o ódio
do Partido dos Trabalhadores, especialmente na figura do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, à imprensa brasileira. Nesta quinta-feira, na abertura do
congresso do PT, Lula fez questão mais uma vez de evidenciar seu desprezo pelas
empresas de comunicação e desta vez foi além: comemorou as demissões de
jornalistas ocorridas nos últimos meses.
Durante a abertura do evento, em Salvador (BA), o
ex-presidente citou os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O
Globo, a Rede Bandeirantes e a Editora Abril, que edita VEJA.
"Proporcionalmente, o setor que mais desemprega hoje no Brasil é a imprensa",
disse ele, atribuindo as demissões à falta de interesse do público nas
"mentiras" publicadas.
Nesta sexta-feira, ele repetiu as provocações ao pedir que os
petistas façam doações financeiras ao partido. "Se nós não doarmos, quem
vai doar? Os tucanos? Os jornalistas, que ganham pouco e estão perdendo o
emprego?", tripudiou.
Lula ainda insuflou a militância, que respondeu com gritos
contra a Rede Globo e provocações aos jornalistas que acompanhavam o evento na
Bahia.
Seria demais esperar que Lula compreenda as naturais
transformações de um mercado competitivo e profundamente afetado pelas
transformações tecnológicas dos últimos anos. Mas, como sindicalista e fundador
do Partido dos Trabalhadores, o petista deveria ao menos disfarçar seu deleite
com trabalhadores que ficaram sem emprego - como ocorre em qualquer categoria.
Há uma década enrolado nos maiores escândalos de corrupção da
história brasileira, para Lula, quanto menos imprensa, melhor. (Veja.com)

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