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A presidente da Comissão da Mulher na ALPB
Camila Toscano é a autora da propositura
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A
Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realiza na
quarta-feira (17), às 15h, no plenário José Mariz, uma audiência pública para
discutir a mortalidade materna no Estado da Paraíba. A propositura é da
presidente da Comissão, a deputada Camila Toscano (PSDB), que revelou sua
preocupação com o tema já que o Estado é o quinto do Nordeste com maior
quantidade de mortes maternas. Nos últimos anos, de 2011 a 2013, a Paraíba teve
um aumento de 44% nas mortes de mulheres em decorrência do parto.
A
deputada alerta para o fato de que na Paraíba o índice registra 54 mortes para
cada 100 mil mulheres. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, este ano,
das 12 mortes maternas, sete foram somente em Campina Grande, que conta com
três maternidades públicas e atende mulheres de várias cidades. No entanto, das
mulheres falecidas, nenhuma residia em Campina Grande.
“Precisamos
debater esse tema e encontramos soluções para diminuirmos esses índices no
nosso Estado. Por isso, solicitei a audiência pública que contará com a
presença de diversos especialistas na área, também de autoridades da saúde no
Estado e do Ministério Público. Não podemos ficar de braços cruzados apenas
acompanhando mulheres morrerem por um problema que pode ser combatido”, disse a
deputada.
Estudos
mostram que em algumas regiões, como o estado da Paraíba, marcado pela escassez
nos recursos referentes à área da saúde, os números de mortalidade materna são
preocupantes, e grande parte deles ocorre nas classes desfavorecidas. E as
maiores causas das mortes estão relacionadas a hipertensão gestacional,
hemorragia, aborto, infecção pós-parto e doenças circulatórias. “Muitos desses
casos de doenças e mortes podem ser prevenidos com um acompanhamento médico
durante a gestação. Precisamos apenas disponibilizar os serviços para essas
mulheres”, afirmou Camila.
De
acordo com a deputada, a mortalidade materna também é considerada um importante
indicador da realidade social de um País e de Estados. “Diversos estudos
mostram que as condições pelas quais as mulheres morrem espelham o nível do
desenvolvimento humano da população. Sendo assim, um alto grau de mortalidade
materna é indicativo de precárias condições socioeconômicas, que refletem no
acesso aos serviços de saúde oferecidos pela rede pública”, observou.
“São
muitos pontos que temos para discutir durante a realização da audiência pública
na quarta-feira. Essa será uma excelente oportunidade de fazermos com que os
índices de mortalidade materna sejam reduzidos no nosso Estado”, afirmou.
Cuidados
com a gestante – O Ministério da Saúde recomenda para estados onde a
mortalidade é alta que é preciso rever métodos e qualificar as práticas de
cuidados com a mulher. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil
foi um dos países latino americanos que alcançou avanços significativos na
redução de mortes relacionadas à gravidez ou parto de 1990 a 2013. A taxa de
redução de mortes maternas foi de 43% da década de 90 até 2014, no entanto a
OMS alerta que o país não tem condições de alcançar a meta dos Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio de reduzir 75% da taxa de mortalidade. (Assessoria)

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