Proposta é
consequência do fim da reeleição, aprovado pela Casa há duas semanas; Casa
rejeitou coincidência de eleições.
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| Crédito: Gustavo Lima/CâmaraDosDeputados). |
A
Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira uma proposta de emenda à
Constituição (PEC) que estabelece o mandato de cinco anos para todos os cargos
eletivos. A medida, que só terá efeito a partir de 2020, teve 348 votos
favoráveis, 110 contrários e 3 abstenções.
Esta
é a terceira mudança no sistema eleitoral aprovada pela Câmara na discussão da
reforma política. Antes disso, a Casa havia aprovado o fim da reeleição e
incluído na Constituição a possibilidade de que empresas financiem partidos
políticos (mas não candidatos individualmente) durante as eleições.
Todas
as mudanças necessitam de apreciação em segundo turno na própria Câmara e do
aval do Senado para entrar em vigor. Os deputados também rejeitaram nesta quarta-feira
a coincidência de eleições. Ou seja: vereadores e prefeitos continuarão sendo
escolhidos em um pleito a parte.
Se
a proposta entrar em vigor, os mandatos de cinco anos passarão a valer em 2020
para vereadores e prefeitos e em 2022 para deputados, governadores e
presidente. Para o Senado, a nova regra entra em vigor em dois tempos: para os
parlamentares eleitos em 2022 (um terço da Casa), renovando as cadeiras
preenchidas em 2014; e em 2027 para os demais senadores (dois terços da Casa),
que vão suceder aos parlamentares eleitos em 2018 - estes, portanto, terão
exercido um mandato de nove anos.
A
alteração no tempo de mandato é uma consequência da aprovação do fim da
reeleição para os cargos do Executivo. A maior parte da Câmara considerou que
um mandato único de quatro anos era insuficiente. O deputado Danilo Forte
(PMDB-CE) defendeu a mudança: "Com quatro anos, o projeto que fez a
comunidade eleger um prefeito ou governador vai se exaurir porque não haverá
tempo de cumpri-lo", afirmou.
O
texto foi criticado por alguns parlamentares; em parte, porque estende os
mandatos de parlamentares - que continuam autorizados a se reeleger. Outro
argumento contra a proposta é a de que, ao alterar o tempo de mandato dos
senadores, pode prejudicar a tramitação da reforma no Senado. "Quando
estiver entrando no salão azul (do Senado) essa proposta vai ser barrada e
devolvida à Câmara dos Deputados", disse Mendonça Filho (DEM-PE). (Veja.com)

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