| AUDIÊNCIAS |
A
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa (ALPB), que
investiga a telefonia móvel na Paraíba deve ouvir, a partir da próxima semana,
representantes das quatro operadoras que atuam no Estado. Segundo a deputada
Camila Toscano (PSDB), vice-presidente da Comissão, os trabalhos de
investigação estão acontecendo de forma permanente dentro de um calendário
semanal.
“Estamos
sempre reunidos para estabelecer os calendários e as estratégias de
investigação. Esta semana, tivemos uma conversa produtiva com Gisela Simona,
presidente da Associação Brasileira de Procons, que nos passou a informação de
que a péssima qualidade dos serviços de telefonia não acontece apenas na
Paraíba. Ela veio trazer a experiência de outros Procons e das CPIs que ela
acompanhou. Foi muito produtivo a vinda dela para contribuir com a nossa CPI.
Agora devemos partir para ouvir as empresas”, disse a deputada.
Camila
Toscano ainda se mostrou decepcionada com a postura da Anatel que durante
audiência da CPI informou que tem conhecimento de todos os problemas
enfrentados pela população com as empresas de telefonia. “A Anatel está
deixando muito a desejar e nos demonstrou que estaria a serviço das operadoras.
Na ocasião, até questionei qual seria o motivo da Agência Nacional de Telefonia
não agir de forma mais eficiente para que as operadoras prestem um serviço
digno a população”, indagou.
Balanço
– De acordo com a deputada, os trabalhos desenvolvidos pela CPI, que até agora
realizou 11 audiências em quatro municípios, já rendem frutos. Ela destacou o
trabalho do Ministério Público estadual com base nos depoimentos que já foram
colhidos durante as audiências.
“O
promotor Glauberto Bezerra já ingressou com ações civis públicas com base nos
depoimentos colhidos nas cidades em que foram realizadas as audiências como
João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira. “Isso para mim é um balanço muito
positivo e um resultado de que o trabalho da CPI está no caminho certo”,
destacou a parlamentar.
Camila
Toscano disse ainda que a CPI tem a obrigação de dar uma resposta à sociedade,
pois a Casa do Povo e os deputados não podem se calar diante de tanta falta de
respeito com o consumidor paraibano. Ela defendeu ainda punições mais rigorosas
para as empresas de telefonia, pois elas são detentoras de concessões e prestam
um serviço essencial. (Assessoria)

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